É por meio da cultura que uma comunidade se constitui,
se integra e se identifica. A construção de uma identidade
surda depende da proximidade que o surdo tem da cultura
surda e da posição que assume diante da sociedade. Perlin
(2001) define algumas delas, tais como, identidade
A
de Transição, quando o surdo passa, sem conflitos
culturais, da comunicação visual oral para a comunicação
visual sinalizada, e Surda quando o surdo é representado
por discursos culturais.
B
Surda, quando o surdo está no mundo dos ouvintes e
desenvolve experiências pessoais na língua de sinais,
e Híbrida, quando a pessoa nasce ouvinte e ensurdece
posteriormente, desenvolvendo tanto o pensamento
quanto a língua de sinais dependentes da
língua oral.
C
Flutuante, quando o surdo consegue se manifestar
satisfatoriamente tanto na comunidade ouvinte quanto
na comunidade surda, e Inconformada, quando o
surdo só consegue se manifestar na comunidade surda
e fica triste por não conseguir fazê-lo com os ouvintes.
D
Flutuante, quando o contato do surdo com a língua
de sinais e com a comunidade surda acontece precocemente,
e de Transição, quando o surdo tenta se representar
segundo o mundo ouvinte.