Leia o trecho a seguir.
“Ora, isto não o dizem os livros platônicos. Suas páginas não
encerram a fisionomia daquela piedade, nem as lágrimas da
compunção, nem ‘o vosso sacrifício nem o espírito compungido,
nem o coração contrito e humilhado’, nem a salvação do povo,
nem a cidade desposada, nem o penhor do Espírito Santo, nem o
cálice do nosso resgate. Lá ninguém canta: Porventura a minha
alma não há de estar sujeita a Deus? ‘Depende d'Ele a minha
salvação, porquanto Ele é o meu Deus e Salvador. Ele me recebe e
d'Ele não me apartarei mais.’ Nos livros platônicos ninguém ouve
Aquele que exclama ‘Vinde a Mim, vós, os que trabalhais’.
Desdenham em aprender d’Ele, que é manso e humilde de
coração. ‘Escondestes estas coisas aos sábios e entendidos, e as
revelastes aos humildes’.”
DE HIPONA, Agostinho. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1980
No trecho citado, é correto afirmar que, para Agostinho de
Hipona, a doutrina platônica é