Tinha a ideia de ler os processos [da Inquisição] nas entrelinhas e também a contrapelo, desvirtuando, por assim
dizer, as intenções das evidências; indo contra ou além
das razões pelas quais elas foram construídas. É o que
Marc Bloch sugeriu quando falou sobre a estratégia de
leitura tortuosa, lendo, por exemplo, a hagiografia medieval não para conhecer a vida dos santos, mas como evidência da história da agricultura medieval.
(“Entrevista de Carlo Ginsburg”. In: Maria Lúcia Garcia Pallares – Burke.
As muitas faces da história. Nove entrevistas, 2000)
O historiador refere-se