Com cerca de 40 semanas de gravidez, uma jovem de
19 anos de idade, residente na zona rural de Xapuri, não está
conseguindo acesso à medicação para o tratamento de
toxoplasmose, uma doença infecciosa que pode causar
sequelas graves no bebê que está prestes a nascer.
A grávida foi atendida em uma das unidades básicas
de saúde (UBS) do município, na qual recebeu a prescrição
médica para o tratamento da doença após a confirmação do
diagnóstico, quando ainda estava com 37 semanas de
gestação, aproximadamente.
A informação é da Secretaria Municipal de Saúde de
Xapuri (Semusa), que, por meio do setor de vigilância
epidemiológica, afirma ter encaminhado o pedido de
tratamento para a paciente à Secretaria Estadual de Saúde
(Sesacre), que não estaria dispondo dos medicamentos.
De acordo com a Semusa, a mulher chegou a ser
encaminhada para a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio
Branco, acompanhada do marido, mas retornou sem receber
o atendimento necessário. O subsecretário de Saúde de
Xapuri disse que a disponibilização do tratamento é da
alçada do estado. “Não é de responsabilidade do município
esse tratamento. Nós apenas solicitamos à Sesacre. Segundo
as informações que recebemos, o estado está sem contrato
para o fornecimento e ainda vai abrir licitação. Há mais
quatro pacientes em Xapuri na mesma situação”, explicou.