MORIN (2007) defende que ensinar a viver necessita não
só do conhecimento, mas também da transformação do
conhecimento adquirido em sabedoria. Na educação, trata-se de transformar conhecimento em sapiência, o que
implica, entre outras, na seguinte finalidade:
A a cultura das humanidades não deverá ser uma preparação para a vida. Literatura, poesia e cinema não
devem ser considerados escolas de vida, mas apenas objetos de análises gramaticais, sintáticas ou
semióticas.
B seria preciso ajudar as mentes adolescentes a se
movimentarem na noosfera e ajudá-las a instaurar
o convívio com suas ideias, nunca esquecendo que
estas devem ser mantidas em seu papel mediador,
garantindo que sejam identificadas com o real.
C o ensino da filosofia deve ser revitalizado, ele poderia fornecer o indispensável suporte da cultura
europeia: a racionalidade crítica e autocrítica, que
permitem justamente a auto-observação e a lucidez,
eliminando a fé incerta.
D ao considerar os termos “cultura das humanidades”,
é preciso pensar a palavra “cultura”, em seu sentido
antropológico: uma cultura fornece os conhecimentos, valores, símbolos que orientam e guiam para a
vida humana.
E enfrentar a dificuldade da compreensão humana, o
que exige o recurso de ensinamentos separados,
de uma pedagogia apoiada no recurso didático de
separar os ensinamentos filosóficos, sociológicos,
históricos e científicos.