José Carlos Libâneo, em “O dualismo perverso da escola pública brasileira” (Educação e Pesquisa, São
Paulo, v. 38, n. 1, 2012), reflete:
A luta pela escola pública obrigatória e gratuita para toda a população tem sido bandeira constante entre os
educadores brasileiros, sobressaindo-se temas sobre funções sociais e pedagógicas, como a universalização
do acesso e da permanência, o ensino e a educação de qualidade, o atendimento às diferenças sociais e
culturais, e a formação para a cidadania crítica. Entretanto, têm-se observado, nas últimas décadas,
contradições mal resolvidas entre quantidade e qualidade em relação ao direito à escola, entre aspectos
pedagógicos e aspectos socioculturais, e entre uma visão de escola assentada no conhecimento e outra, em
suas missões sociais.
Tendo em vista a relação entre educação, escola e sociedade, analise as afirmativas.
I. É função da escola promover a formação cultural e científica dos educandos, proporcionando a eles o
domínio dos saberes sistematizados, como base para o desenvolvimento cognitivo, e a formação da
personalidade, por meio da atividade de aprendizagem socialmente mediada.
II. A principal função social da escola básica consiste em educar os cidadãos, independentemente de
origem e classe social, ensinando os conteúdos pragmáticos em detrimento dos científicos, com o intuito
de prepará-los para o ingresso no mercado de trabalho.
III. A escola é um espaço no qual ocorrem experiências socioculturais relacionadas ao cultivo da
diversidade e a práticas de compartilhamento sociocultural que contribuem para o processo de formação
humana em perspectiva emancipatória.
De acordo com as pedagogias progressistas que defendem que cabe às escolas o desenvolvimento de
práticas formativas emancipatórias para todos os sujeitos, está correto o que se afirma em