O Serviço Social atua nas mais diferentes
expressões da questão social e para isso
precisa fazer uma leitura da realidade que
contemple toda a complexidade das relações
sociais. O racismo é um dos elementos
estruturantes dessas relações no modelo
capitalista e, por isso, pensar a profissão e a
formação exige que seja feita uma leitura
crítica e radical da questão étnico-racial
entendendo seus fundamentos e
compreendendo como essas relações foram
construídas ao longo da história do Brasil e
do próprio capitalismo. Sobre o tema marque
a alternativa INCORRETA:
A O Serviço Social precisa necessariamente
enfrentar o debate da questão étnico-racial como
uma das questões centrais na sua formação,
trabalho e pesquisas justamente porque, além de
ser uma questão estrutural, se reproduz no
âmbito do racismo institucional. Está presente em
todos os espaços sociais, que por sua vez são
espaços onde atuamos. Entender a
complexidade dessas relações e a gravidade
desse processo sistemático de violência contra
as populações afro-brasileiras e indígenas faz
com que essa profissão tenha e assuma um
compromisso ético-político que é um traço da
profissão.
B É fundamental a compreensão teórica e
política de que a questão racial é um elemento
estruturante da questão social, não uma mera
expressão. Sendo assim, não deve ser tratada de
forma isolada ou transversal tanto nos projetos
políticos-pedagógicos dos cursos quanto nas
ações, estudos e pareceres construídos no
cotidiano profissional. A questão racial é
constitutiva das relações de produção e
reprodução da vida social na sociabilidade
capitalista.
C Na particularidade brasileira a questão
racial sofre um processo de invisibilização e de
negação de uma história baseada na exploração
do trabalho das pessoas negras escravizadas
que se constitui enquanto uma base fundamental
para a construção de riqueza no país.
Contraditoriamente, é essa população que mais
sofre com todos os impactos das desigualdades
provocadas pelo capitalismo.
D A discriminação racial, reproduzida
cotidianamente, azeita a engrenagem capitalista,
pois ao hierarquizar seres humanos em função
da cor da pele, alimenta todas as formas de
desigualdades e preconceitos. O processo de
desumanização gerada pelo próprio capitalismo
se intensifica com a discriminação racial que tem
diferentes formas nos e entre os diferentes
países.
E O racismo, no Brasil, é algo conjuntural e
ocorre por ações e práticas isoladas, portanto,
não é necessário que o debate sobre a
discriminação étnico-racial seja central na
categoria dos assistentes sociais. Basta a sua
criminalização para que essas práticas sejam
reprimidas e a população acesso os direitos
sociais de forma igualitária.