Carine (2023), em sua obra “Como ser um educador antirracista”, afirma que “mais que uma opção, deve ser um
compromisso histórico, um dever da escola, ser antirracista”. Conforme a autora, a escola e, por sua vez, a professora e o professor precisam, entre outras ações, pautar
a equidade racial em toda a sua estrutura, e isso, entre
outros aspectos, inclui a construção curricular, pautando
A a leitura de literatura negra e indígena nas proposições didáticas escolares, circunscrevendo-as às
datas comemorativas (abril, maio e novembro); deve,
ainda, ensinar aos estudantes que apenas professores/as negros/as têm “lugar de fala” ao pautar sobre
educação étnico-racial e educação antirracista.
B a diversidade para combater a evasão escolar, ratificando todas as formas de opressões estruturais (racismo, classismo, sexismo, capacitismo, transfobia);
enfatizar que, na educação antirracista, para combater o racismo linguístico, deve-se utilizar a expressão
“escravo”, suprimindo o termo “escravizado”.
C nos programas de formação de docentes as consequências danosas do letramento racial; dissimular o
racismo na escola, reiterando a democracia racial
brasileira e reforçando a ausência do conceito de
raças, enfatizando, assim, que somos um povo miscigenado e que celebra essa mistura no Brasil.
D os conhecimentos ancestrais africanos e indígenas
fora de um lugar de estereotipagem e de rebaixamento; e, ainda, representar graficamente as pessoas negras e indígenas na estética da escola a partir
de um lugar de positivação.
E intelectuais e personalidades negras e indígenas
aos/às estudantes, objetivando ressignificar a noção
de humanidade e inteligência ainda hoje; e, também,
incentivar e reafirmar o mito da democracia racial no
Brasil, que deve ser valorizado e reproduzido na totalidade das instituições de ensino.