Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de
lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia
pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao
longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para
a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos
sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se
mobilizaram em torno deste tema, resultando na publicação
de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas
(ONU) em 2006 e incorporada à Constituição Federal, na
forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei nº 13.143 em 2015,
um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate
à segregação e ao capacitismo.