Sobre a emergência do gesto patrimonial no Ocidente, considere
o trecho a seguir.
“Com a nova configuração cultural aberta pela Revolução
Francesa, o discurso patrimonial se confundiu com a luta contra o
vandalismo e se tornou um compromisso para a manutenção do
status quo. Na operação de apagamento da cultura do Antigo
Regime, mediante a eliminação de seus objetos de memória e
civilidades, configuram-se novas relações com a coletividade, ao
longo do século XIX, marcadas pelo predomínio do vínculo da
nação com a conservação. A maioria dos objetos ‘que contam’, e
cuja beleza pertence a todos torna-se a encarnação do ‘espírito’
de uma coletividade particular. Ao longo do século XX, a noção de
conservação engaja claramente uma representação da
historicidade: o princípio de precaução contém uma conservação
dita ‘preventiva’ definida de forma estrita, enquanto as reflexões
administrativas não cessam de afirmar que o patrimônio é ‘um
presente do passado’.”
Adaptado de POULOT, D. “A razão patrimonial na Europa, do século XVIII ao XXI”, in
Revista do Patrimônio, IPHAN, 34, 2012, p. 31-32.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente os
sentidos atribuídos ao gesto patrimonial na tradição ocidental, a
partir das considerações de Dominique Poulot, à exceção de
uma. Assinale-a.