Até parte da década de 1980, a associação entre serviço social e educação estava relacionada ao campo da
formação profissional ou à dimensão educativa do trabalho dos assistentes sociais. A partir de meados da década
de 1990, o campo educacional passou a ter novos significados para os assistentes sociais, inclusive com a política
educacional constituindo-se componente da atuação de muitos deles. Essa mudança decorre
A da ampliação do conceito de educação, em particular sua inclusão como direito social fundamental, e das
possibilidades de desenvolvimento de programas e ações educacionais, combinados a mudanças societárias
que apontam para a necessidade de ampliação temática da educação escolarizada, em particular as
discussões sobre o trabalho, a cidadania, a família, a sexualidade, as drogas, a violência, o lazer e a
adolescência.
B de reivindicações dos trabalhadores, particularmente da educação, através de entidades sindicais, em face
da crise em que se encontra mergulhada a escola pública.
C de uma determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/1996) de que toda
escola tenha uma assistente social.
D da aprovação do Projeto de Lei nº 3688/2000 que, dispondo “sobre a introdução de assistente social no
quadro de profissionais de educação em cada escola”, determinou que as escolas tivessem assistentes
sociais em seus quadros com a função de “acompanhamento dos alunos na escola e em sua comunidade”
E das determinações da Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, que, ao regulamentar a profissão de Assistente
Social, estabeleceu que é prerrogativa exclusiva do assistente social a identificação dos fatores sociais,
culturais e econômicos que determinam problemas, como evasão escolar, baixo rendimento escolar, atitudes
e comportamentos agressivos ou de risco no interior da escola.