A miocardite é uma manifestação frequente e
potencialmente grave da Doença de Chagas em
sua fase aguda. A ressonância magnética
cardíaca (RMC) é uma ferramenta valiosa na
avaliação dessa condição. Sobre os achados
típicos da RMC na miocardite chagásica aguda,
é correto afirmar que:
A O edema miocárdico, identificado nas
sequências ponderadas em T2, é um achado
infrequente na miocardite chagásica aguda,
sendo mais comum em outras etiologias de
miocardite.
B O padrão de RTG mais frequentemente
encontrado na miocardite chagásica aguda é o
não isquêmico, com distribuição subepicárdica
ou mesocárdica, frequentemente acometendo a
parede lateral e/ou inferolateral do ventrículo
esquerdo.
C O realce tardio com gadolínio (RTG)
geralmente apresenta um padrão de distribuição
subendocárdico ou transmural, mimetizando o
padrão encontrado na doença arterial
coronariana.
D A RMC não é útil para avaliar a função
ventricular esquerda ou a presença de derrame
pericárdico em pacientes com miocardite
chagásica aguda, sendo a ecocardiografia o
método de escolha para essas finalidades.
E A presença de aneurismas apicais, mesmo em
pacientes jovens, é um achado altamente
sugestivo de miocardite chagásica aguda,
independentemente da presença de outros sinais
de inflamação miocárdica na RMC.