De acordo com o PNUD, em 2016, esperava-se que a população brasileira acima de 15 anos tivesse 15,2 anos de estudos,
todavia, a média constatada foi de 7,8 anos de escolaridade; ademais, entre o contingente populacional de 25 anos ou mais
apenas 57,5% contava com algum tipo de educação secundária.
(PNUD. Informe sobre Desarrollo Humano 2016 : desarrollo humano para todas las personas. Disponível em: http://hdr.undp.org )
Tais dados justificam as Metas 8 e 11 do PNE e as suas estratégias, que foram assim definidas, respectivamente:
A elevação da escolaridade média da população de 18 e 29 anos, de modo a alcançar, no mínimo, doze anos de estudo no
último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos vinte e
cinco por cento mais pobres; triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a
qualidade da oferta e pelo menos cinquenta por cento da expansão no segmento público.
B oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e
médio, na forma integrada à educação profissional; melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as
seguintes médias nacionais para o Ideb/2021: 5,5 para os finais do ensino fundamental, e 5,2 para o ensino médio.
C elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 e 24 anos,
assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público;
fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da
aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb.
D universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95%
dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE; triplicar as matrículas da
educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos cinquenta por cento da
expansão no segmento público.
E oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, vinte e
cinco por cento dos(as) alunos(as) da educação básica; universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a
população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino
médio para oitenta e cinco por cento.