A borracha explorada na Amazônia nos finais do século XIX e início do XX, extraída de grandes
áreas de concentração de seringueiras, necessitava, sobretudo, de um grande contingente de mão de
obra para atender à demanda internacional, razão pela qual o controle da área pertencia ao
A
grupo financeiro internacional que, por meio das casas aviadoras, fornecia alimentos e material de
trabalho aos “barracões” situados nos seringais e que funcionavam como agentes diretos entre o
exportador estrangeiro e o extrator do látex.
B
“aviador”, principal elemento na cadeia econômica, o qual contribuía para amenizar as relações de
dependência entre o “patrão” e os seringueiros que viviam geralmente isolados nas matas e sob a
vigilância de segurança policial contratada pelos governos provinciais.
C
seringalista, que adiantava aos seringueiros todo o material necessário para a coleta do látex em
troca de toda a produção da goma elástica, estabelecendo, assim, um tipo de relação econômica,
em que não circulava a moeda e em que a transação econômica era baseada na troca da borracha
por bens de consumo e alguns instrumentos de trabalho.
D
grupo de nordestinos arregimentado para trabalhar no seringal, os quais, desse modo, fortaleciam o
aviamento , que se caracterizava pela vinculação direta do seringueiro às casas aviadoras situadas
em Belém e Manaus e controladas, em sua maioria, por portugueses e nacionais.