O sistema do capital, desprovido de uma orientação
humano-societal significativa, configurou-se como um
“metabolismo social”, ou sistema de organização e controle, em que o valor de uso foi totalmente subordinado
ao seu valor de troca, às necessidades reprodutivas do
próprio capital. As funções produtivas básicas, bem como
o controle do seu processo, foram radicalmente separadas entre aqueles que produzem e aqueles que controlam. Como disse Marx, o capital operou a separação
entre trabalhadores e meios de produção, entre o caracol
e a sua concha, aprofundando-se a separação entre a
produção voltada para o atendimento das necessidades
humano-sociais e as necessidades de autorreprodução
do capital. (Antunes, 2009. Adaptado)
Como argumenta Ricardo Antunes, a implementação de
um novo metabolismo social permitiria a