Mamãe Catita
O mundo cão jamais será o mesmo. Para
o bem. Mora na rua Operário Campista, na
cidade fluminense de Campos, uma cadela
vira-lata que todo mundo chama de Catita
– que aliás nem é nome porque catita é gíria
que quer dizer cadeia. E mora também nessa
rua um empertigado pit bull que atende por
Wolf (lobo em inglês). Eis que Catita pôs
Wolf para correr e fez dele um pit-lata. Ele
atacava na quarta-feira 24 o garoto de quatro
anos Lucas Martins (duas cirurgias no rosto)
quando Catita, que amamenta cinco filhotes,
entrou para a história. Teve o dorso mordido,
teve parte da orelha arrancada. Mas salvou
Lucas, que continua assustado e repete sem
parar: “Catita matou o cachorrão.” Matar não
matou, mas fez o lobo chispar. A dona de
Catita, Elizabeth Tavares, é tia do garoto.
Pôs à venda os filhotes, R$ 100 cada um:
“São vira-latas. Mas filhos de uma heroína”.
IstoÉ independente. Rio de Janeiro: Três, n.
1535, 03 mar. 1999. Disponível em: . Acesso em: 20 out. 2013.
Adaptado.
Catita, a cadela vira-lata, defendeu Lucas, mas esse gesto trouxe consequências para seu corpo.
O trecho do Texto I que justifica essa afirmativa é:
Esta questão foi aplicada no ano de 2014 pela banca CESGRANRIO no concurso para LIQUIGÁS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.