As reparações têm uma longa história jurídica, cujo início
remonta pelo menos à Segunda Guerra Mundial com o
caso exemplar da exploração dos bens dos judeus pelo
nazismo e os programas de restituição às vítimas e seus
descendentes. Desde então, os pedidos de reparações
se multiplicaram, incluíram o contexto da colonização
e reivindicações dos movimentos negro e indígena, ao
mesmo tempo em que se diversificaram suas significações e contextos. Como pensar em termos de reparação
quando o erro se inscreve em um tempo genealógico longo e de consequências incomensuráveis e, para alguns,
difusas? O que é reparar; pode haver reparação aí, e,
se sim, como? (Saillant, Francine, 2009. In: Marilene de
Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)
Segundo Francine Saillant, a resposta às interrogações
que levanta no excerto consiste em