Leia o texto jornalístico publicado em novembro de
2024 no jornal Folha de S. Paulo.
Trancistas buscam regulamentar profissão, que é
símbolo da resistência negra
Catarina Ferreira e Vitória Macedo
Trançar cabelos afro, sejam crespos ou cacheados,
demanda técnica e tempo. Profissional que faz diferentes
penteados utilizando ou não fibras sintéticas e orgânicas,
a trancista não tem seu trabalho regulamentado na CLT
(Consolidação das Leis Trabalhistas).
Com movimentos de valorização dos fios afro,
profissionais da área e figuras políticas têm trabalhado
em projetos de reconhecimento do ofício, como por
exemplo a inclusão do Dia da Pessoa Trancista no
calendário de eventos da cidade de São Paulo por meio
de lei ordinária. (...)
Hoje, trancistas que querem formalizar sua atividade
podem usar a ocupação de cabeleireiro. Apesar de se
aproximarem em pontos como o cuidado com a
autoestima e os fios dos clientes, as duas profissões se
distanciam em questões práticas. (...)
Luane Bento, pesquisadora de relações raciais e doutora
em ciências sociais pela PUC-RJ (Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro), diz que trançar
não é apenas profissão, mas um símbolo de resistência
contra o racismo.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/
A reivindicação profissional dos trancistas pode ser
sintetizada como uma luta por: