Foram décadas reivindicando reconhecimento institucional e
amparo legal. Entre dezenas de associações e, posteriormente,
sindicatos e milhares de histórias individuais semelhantes. A luta
das trabalhadoras domésticas por direitos é antiga, melindrosa e
majoritariamente feminina e negra. Oriunda de um passado
escravocrata e colonial, paternalista e misógino, foram
necessárias sete décadas para que, no âmbito jurídico, as
trabalhadoras domésticas fossem reconhecidas como categoria
profissional, com garantias trabalhistas equiparadas ao restante
dos trabalhadores brasileiros. Ainda hoje, entretanto, nas esferas
social e cultural, são vítimas da informalidade, da discriminação
de classe, raça e gênero, e de assédio moral, sexual e
financeiro.
Os desafios persistem, mas, nessa história, já foi trilhado um
longo caminho de resistência. Radis traça uma breve linha do
tempo do movimento das trabalhadoras domésticas. A trajetória
política dessa categoria se confunde com a formação da
sociedade brasileira e com o contexto reivindicatório das
mobilizações populares no país. Conheça figuras pioneiras,
datas marcantes e mudanças conquistadas com o empenho, a
perseverança e a participação ativa e conjunta das trabalhadoras
domésticas do Brasil. [...]
Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/linha-do-tempo/breve-historia-do-trabalhodomestico/. Acesso em: 13 jun.2024.
No trecho acima, o autor emprega alguns elementos linguísticos
– palavras e/ou expressões – que funcionam como operadores
argumentativos, responsáveis pela coesão e pela coerência do
texto.
Assinale a alternativa que contém um desses operadores,
introduzindo um significado indicador de contraste, oposição,
restrição ou ressalva.