Numa cidade polarizada por carências profundas e privilégios cristalizados, propor uma política cultural supõe decisões mais amplas, definição clara de prioridades, planejamento rigoroso dos recursos, sobretudo em tempo de crise
econômica, quando um órgão público precisa fazer mais
com menos. Numa perspectiva democrática, as prioridades
são claras: trata-se de garantir direitos existentes, criar
novos direitos e desmontar privilégios.
(CHAUÍ, Marilena de Souza, 2006.)
A filósofa Marilena Chauí foi uma das responsáveis por
popularizar o termo “cidadania cultural”, principalmente
pelo livro “Cidadania cultural: o direito à cultura”. Segundo
a filósofa, se exercer a cidadania é ter capacidade de dispor
de seus direitos, então ter acesso à cultura também é um
direito. No Brasil, esse direito à cultura