Nos últimos dez anos, o Brasil fortaleceu os mecanismos de avaliação da educação básica, especialmente por meio da reestruturação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e da institucionalização do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). A partir de contribuições teóricas críticas sobre o tema, essa política:
A Classifica as escolas de acordo com as notas obtidas pelos alunos nas provas, as quais abrangem as diferentes áreas do conhecimento, criando uma competição saudável entre os sistemas e fazendo com que os mesmos se empenhem em tirar boas notas.
B Vem se demonstrando eficaz, na medida em que por meio de um índice numérico, mede corretamente e com precisão a qualidade da aprendizagem dos alunos matriculados na educação básica em todo o país, estabelecendo metas adequadas para a melhoria do ensino.
C Repercute significativamente nos currículos e no trabalho dos docentes, uma vez que os sistemas educacionais de todo o país passam a priorizar algumas matérias e conteúdos específicos, além de colocar os docentes como únicos responsáveis pela aprendizagem dos alunos, na medida em que a nota obtida implica, muitas vezes, no pagamento de bônus e premiações.
D Não influencia na melhora da qualidade da educação, pois não é obrigatório para os diferentes sistemas educativos e estes tem autonomia para escolher se querem ou não participar da avaliação nacional.
E É capaz de melhorar a qualidade da educação, já que, ao longo dos anos, os sistemas de ensino vêm tirando notas cada vez mais altas, atingindo as metas estipuladas pelos respectivos sistemas (municipais e estaduais).