A carreira do serviço público não é um emprego comum,
no sentido que esse termo adquiriu na sociedade
industrial. O Estado, por um lado, não é uma empresa
capitalista, cujo objetivo é a produção de mercadorias
com vistas ao lucro. O serviço público, portanto, está
longe de ser um pacote indefinido de produtos e serviços
voltados para o mercado.
Por outro lado, o Estado não é um "patrão" no sentido
usual, que explora o trabalho alheio para promover seus
próprios interesses. Se há um patrão em jogo - a própria
comunidade que o Estado deve representar -, ele não se
encaixa no papel de explorador do trabalho, embora
possa ser rigoroso com os seus funcionários, no que
tange ao zelo com a coisa pública.
O serviço público é uma vocação profissional. Vocação
pelo caráter nobre da atividade: servir uma comunidade
e promover o bem comum são missões honradas e
dignificantes.
Vocação porque exige desprendimento: por mais bem
pago que seja, o serviço público jamais será o lugar ideal
para quem busca o mais alto retorno que o mercado de
trabalho pode oferecer.
Desprendimento não significa ausência de uma ambição
salutar. Trata-se de uma ambição de natureza distinta
daquela que se espera nos negócios privados: estamos
falando do desejo de tornar a sua cidade, estado ou país
um lugar melhor de se viver, da vontade de enfrentar os
desafios que essa meta impõe, e da necessidade de ser
reconhecido por isso.
(Disponível em: https://curtlink.com/uDq5rYh. Adaptado.)
De acordo com o texto, a carreira do serviço público é
um emprego: