Leia o texto a seguir.
Cidades diferentes, conjunturas históricas diversas. Mas há uma temática que une esses diferentes processos de construção de novos núcleos urbanos: a recorrência, por parte dos discursos políticos, a uma forma de representação do tempo como justificação e legitimação da transferência de novas capitais.
ARRAIS, Cristiano. Cidades capitais do Brasil republicano: representações e mobilização do tempo nas construções de Belo Horizonte, Goiânia e Brasília. Goiânia: Editora da Imprensa Universitária, 2019, p. 24.
Os processos de transferência das capitais Belo Horizonte (1897), Goiânia (1933) e Brasília (1960) foram legitimados por uma interpretação do tempo que indica