Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201389635

O que a autora entende por "um sul em mim que adoece e um norte em ...

📅 2024🏢 IDESG🎯 Câmara de Areal - RJ📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca IDESG no concurso para Câmara de Areal - RJ. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201389635
Ano: 2024Banca: IDESGOrganização: Câmara de Areal - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou

     Um dos filmes mais tocantes dos últimos tempos, Dias Perfeitos, de Wim Wenders, é de uma simplicidade repleta de sentidos. Quem achou o filme um tédio não percebeu o quanto a vida acontece a cada cena. Todo dia, o personagem Hirayama faz tudo sempre igual: escova os dentes, coloca o uniforme, pega um café na máquina automática e sai com o carro a fim de realizar seu trabalho como limpador de banheiros de parques públicos em Tóquio. No trajeto, escuta música em fitas K-7. À noite, lê um pouco, dorme e no dia seguinte retoma a mesma rotina, aparentemente idêntica.
     O filme concorreu ao Oscar e já foi mais que comentado. Assisti em janeiro, mas só agora, revendo a antológica cena final, em que o ator Koji Yakusho dirige escutando Feeling Good, de Nina Simone, permiti que o choro e o riso do personagem, ambos simultâneos naquele close poderoso, se misturassem aos meus.
     Janeiro parece que foi em outra vida. Em minha rotina, nada se mantém igual: há um sul em mim que adoece e um norte em mim que se expande – dentro do mesmo corpo. Caio, levanto, me deito, danço, alternando reações, conforme sou atingida pelas notícias do mundo ou pelos silêncios que encontro ao abrir minhas gavetas internas. Tudo é muito – e muito intenso. Alguém chamou de “tempo de desorientação”. Não tenho o nome do autor para dar o crédito, mas o parabenizo: que definição precisa.
    Para manter a sanidade, não me afasto de onde estou. Nada de me socorrer no passado ou projetar um futuro que desconheço, este balé escapista que tonteia. Grudo no livro que estou lendo, absorvo a música que está tocando e fico atenta ao que me acontece agora, e do jeito que me atinge, de frente e por dentro. A vida mirou em mim e me acertou.
     Com tanta presença, a solidão não entra. É o que Hirayama nos transmite no filme. Ele não passa os olhos: ele enxerga. Ele não finge que ouve: ele escuta. Ele sabe onde estão suas chaves, ele desce e sobe com cuidado os seus degraus, ele torna nobre o seu ofício desprezado, ele até disputa um jogo da velha contra um adversário invisível. Pertence ao mundo com inteireza, não aos pedaços. Quanto à questão digital, o filme é claro: não precisamos de mil, 10 mil, um milhão. Precisamos de um. De uma. A cada vez. Calmamente. É o que nos torna um planeta habitado.
     Temos sido sugados por ralos tecnológicos que nos despejam em valas comuns, onde viramos números, algoritmos, seguidores sem rostos. Que essa bagunça virtual não corrompa nossa casa e nossa mente, os dois espaços sagrados da existência. E que a alma da gente não seja pulverizada pelos gigabytes. É uma luta diária não se deixar desorientar. A gente chora porque é difícil. E, ao mesmo tempo, ri porque consegue.

Autora: Martha Medeiros – GZH (adaptado).
O que a autora entende por "um sul em mim que adoece e um norte em mim que se expande"? 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200416254Língua Portuguesa

Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal de acordo com a norma culta.

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941200638448Língua Portuguesa

Com base na análise fonológica, assinale a alternativa que apresenta corretamente o número de fonemas das palavras "quantidade", "levantamento" e "que...

#Fonologia#Fonemas e Grafemas
Questão 457941200675783Língua Portuguesa

“Alguns ursos polares enfrentam a fome à medida que o gelo marinho do Ártico derrete. Isso acontece porque eles não conseguem adaptar suas dietas à vi...

#Análise Textual#Sintaxe
Questão 457941200805645Língua Portuguesa

No contexto em que é utilizada no penúltimo parágrafo do texto, a expressão "sob seus auspícios" significa:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201311739Língua Portuguesa

“Justiça seja feita: a maioria dos bichos é tão bizarra que não parece querer enganar ninguém.”. A oração destacada apresenta sentido de:

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201456027Língua Portuguesa

Analise os pares de verbos em letras maiúsculas no texto. Em seguida, marque a alternativa que identifica, dentre esses pares, os verbos flexionados s...

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do IDESG