Segundo as autoras Mirian Celeste
Martíns, Gisa Picosque e M. Terezinha Telles
Guerra, em “Didática do ensino de Arte: a
língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer
arte” (1998), a leitura de uma obra de arte pode
propor as seguintes ações:
A “Inventar, dar acesso, instigar o contato
reflexivo e aberto, acolhendo o pensar do
fruidor e ampliando sua possibilidade de
produzir análises. É um processo de
recriação externa que pode se restringir a
um jogo de perguntas e respostas.”
B “Contar, dar acesso racional, instigar o
contato discursivo e aberto reflexivo, o
pensar/sentir, ampliando sua
possibilidade de produzir ações. É um
processo de distanciamento interno que
não pode se restringir a um jogo de
perguntas e respostas, mas só de
respostas corretas.”
C “Mediar, dar acesso, instigar o contato
sensível e aberto, acolhendo o
pensar/sentir do fruidor e ampliando sua
possibilidade de produzir sentido. É um
processo de recriação interna que não
pode se restringir a um jogo de perguntas
e respostas.”
D “Mediar através de mentoria, instigar a
ordem e acolher o pensar/sentir do
fruidor, sem relação com a realidade,
ampliando sua possibilidade de
deslocamento. É um processo de
recriação interna que deve se restringir a
um jogo de perguntas e respostas.”
E “Mediar através de monitoria, instigar a
ordem e acolher o aluno nas suas
questões pessoais, mas sem relação com
a realidade, ampliando sua possibilidade
de deslocamento. É um processo de
recriação interna que deve se restringir a
um jogo de perguntas e respostas.”