Um homem de 62 anos de idade, portador de doença
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com VEF1 de 42% do
previsto, procurou emergência hospitalar devido a piora da
dispneia e tosse acompanhada de aumento da expectoração
(clara) havia três dias. Apresentou-se hemodinamicamente
normal, orientado, dispneico, em uso de musculatura acessória,
com frequência respiratória de 26 rpm, redução do murmúrio
vesicular, além de roncos e sibilos expiratórios difusos.
A gasometria em ar ambiente revelou pH de 7,28, PaCO2 de
72 mmHg, PaO2 de 50 mmHg, saturação de O2 de 87%,
BE (excesso de bases) +1 mEq/L e HCO3 de 24 mEq/L.
A radiografia de tórax não demonstrou infiltrados.