Lúcia, adolescente de 15 anos, vem em consulta de
puerpério, sua mãe a acompanha na consulta e carrega
a filha de Lúcia, sua neta, em seu colo. Ela domina o
relato, queixando-se do pouco interesse da filha para
com a neta, que tem se mantido arredia, não quer
segurar a filha no colo e deseja apenas ficar com o
companheiro de 19 anos, que trabalha fora o dia todo, na
função de pedreiro. A mãe de Lúcia acredita que a filha
está com depressão pós-parto e pede ajuda ao médico.
O profissional observa que Lúcia olha frequentemente à
mãe e à porta, então solicita para conversar em
particular com Lúcia. Ao médico, ela relata que tem se
mantido muito ansiosa, que a criança chora sempre que
a segura no colo, compartilha que abandonou a escola e
somente se sente confortável quando o companheiro
está em casa. Passados alguns minutos, Lúcia relata
que após o parto eles voltaram a morar com sua mãe
nesse bairro, onde ela voltou a ver o tio que já a tinha
assediado anteriormente. Ele a seguia, passava suas
mãos pelo corpo da sobrinha e a pressionava a não
mencionar nada à sua mãe. Eles não chegaram a ter
relações sexuais, mas Lúcia sentia pavor em encontrar
com ele novamente. Dado esse contexto, o estresse
gerado em Lúcia pode ser reconhecido:
I.Na dificuldade de aprendizagem, na evasão escolar,
podendo ser reflexo da má organização familiar e/ou do
estresse associado ao abuso.
II.Na inserção da adolescente fora de casa,
arrumando-se, indo a festas, encontrando-se com outros
jovens, namorando e engravidando.
III.Não se considera estresse nesse caso, devido a
assédio sexual, dado que não houve intercurso sexual
entre Lúcia e o tio.
IV.Postura hiper vigilante nos ambientes em que se
encontra, desconfiada, principalmente em ambientes
desconhecidos.
É correto o que se afirma em: