Considere o poema:
"As sem-razões do amor"
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
"Amar se aprende amando". Rio de Janeiro: Record.
1985.
Sobre o poema, julgue as seguintes afirmações como
verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__) Ao ler o poema, o leitor pode compreender que o
autor se utilizou da ambiguidade do título para exprimir
que não existem razões para amar, opondo-se à
exposição de motivos para que se ame.
(__) Ao ler o poema, o leitor pode compreender que o
autor se utilizou da ambiguidade do título para exprimir
que não existem razões para amar, expondo para tanto
as razões para não amar.
(__) Ao ler o poema, o leitor pode compreender que o
autor se utilizou da ambiguidade do título para exprimir
que não existem razões para amar, uma vez que se trata
de um sentimento alheio à razão, e desvinculado de
qualquer motivo.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de
julgamento esteja correta: