Segundo Jacques Le Goff, em seu livro História e Memória,
de alguma forma, todo documento é uma mentira, já que é
o resultado de uma “montagem, consciente ou
inconsciente, da história, da época, da sociedade que o
produziram(...).”
De acordo com o autor podemos afirmar que:
A O documento é uma coisa que fica, que dura, é o
testemunho, o ensinamento que ele traz devem ser em
primeiro lugar analisados, desmistificando lhe o seu
significado aparente.
B O documento que, para a escola histórica positivista do
fim do século XX e do início do século XXI, será o
fundamento do fato histórico, ainda que resulte da escolha,
de uma decisão do historiador, parece apresentar-se por si
mesmo como prova histórica.
C O documento escrito, possuía mais legitimidade por ser
relacionado à “neutralidade”, o que o consolidou, inclusive,
como prova jurídica ao longo dos tempos e nas sociedades
modernas.
D No limite, todo documento representa uma verdade.
Cabe ao historiador não fazer o papel de ingênuo e
entender a sua função de esclarecer os fatos.