Tendo por base o texto “Desigualdade, pobreza
e políticas de transferência de renda no Brasil”,
de Sonia Rebouças da Silva Melo (2013), assinale a
alternativa incorreta.
A A renda da aposentadoria e de pensões tem
pouco efeito na redução da pobreza nas faixas
etárias mais avançadas da população brasileira,
sendo este um dos programas sociais mais
bem-sucedidos do país. A aposentadoria rural é
custeada pelo contribuinte e garante benefícios
com uma contrapartida quase insignificante
de contribuições.
B As políticas sociais devem atacar as causas
da pobreza, criando oportunidades que
permitam a saída da condição de pobreza de
forma sustentável, agindo no contexto que se
vivencia, além de atuar no âmbito do indivíduo,
com efeitos permanentes para os pobres.
C O crescimento por si só não é condição
suficiente para reduzir a pobreza.
A evolução ocorrida nos últimos trinta anos
na economia brasileira foi incapaz de mitigar
a desigualdade dos rendimentos entre os
indivíduos e do desenvolvimento entre regiões,
pois, apesar do crescimento econômico e das
enormes transformações sociais ocorridas nesse
período, constata-se a permanência de elevada
incidência de pobreza absoluta e diferenças
regionais na sua repartição.
D Um elemento para a redução da pobreza
é o crescimento econômico, pois se
constitui em uma peça fundamental para o
desenvolvimento, que deve refletir, por sua
vez, em uma possível melhoria na qualidade
de vida da sociedade. Para tanto, torna-se
indispensável um crescimento que modifique a
distribuição econômica.
E A pobreza brasileira é resultante de um
processo de desenvolvimento econômico
desigual, em que uma parcela da população
não foi beneficiada com oportunidades que
lhes permitissem desenvolver capacidades e
liberdades na realização de direitos considerados
universais, como acesso à educação e à saúde,
participação política, emprego e renda que lhes
protejam da fome e da exclusão social.