Getúlio Vargas é um dos personagens mais complexos e polêmicos da história brasileira republicana. Sua
biografia aponta para um indivíduo que tanto soube se amoldar aos tempos democráticos (entre 1945 e
1954) como soube se amoldar aos anos 1930, quando o fascismo se alastrava pelo mundo do Entreguerras.
Sobre sua atuação política como presidente do Brasil entre 1930 e 1945, e sobre os grupos políticos do
período, é CORRETO afirmar que ele
A agiu de maneira conciliatória com todos os grupos políticos (movimento operário Aliança Nacional
Libertadora, Integralistas, movimento Feminista, Tenentes), incorporando no poder esses diversos
segmentos, bem como conferindo direito de voto às mulheres em 1932.
B foi um político que eliminou as oligarquias rurais que haviam dominado política e economicamente o
país durante a chamada “República do Café com Leite”, implantando reformas econômicas e políticas
industrializantes e urbanas, prejudicando interesses rurais até então predominantes.
C se aproximou excessivamente dos grupos comunistas, em especial do tenente Luiz Carlos Prestes, e
implantou as leis trabalhistas, a chamada CLT (1943), prejudicando os industriais que contavam com
ele para combater os grupos oligárquicos ainda poderosos, bem como o nascente movimento operário.
D se aproveitou de uma insurreição comunista malsucedida e de um documento falso no qual continha
um plano comunista para tomar o poder (o “Plano Cohen”), e instaurou uma Ditadura pela qual pôde
nomear interventores nos Estados, governar sem partidos políticos, censurar e controlar as
informações.
E implantou uma Ditadura no país, de inspiração fascista, nomeada de “Estado-Novo”, apesar das críticas
dos grupos políticos de seu tempo, que o apoiaram, considerando que ele seria mais democrático e
popular, e uniria o país em torno do Integralismo e das reformas de base.