Eric Hobsbawm pode ser considerado o pensador
contemporâneo que mais teria contribuído para a compreensão
dos conceitos de Nação, de Nacionalidade e de Nacionalismo. Ele
alerta para os riscos que se comete quando se reduz demais os
critérios que se deve levar em consideração ao se tratar do tema,
como atesta nesse fragmento Hobsbawm (1998: 14 e 15):
As tentativas de se estabelecerem critérios objetivos sobre a
existência de nacionalidade, ou de explicar por que certos grupos
se tornaram ‘nações’ e outros não, frequentemente foram feitas
com base em critérios simples como a língua ou a etnia ou em
uma combinação de critérios como a língua, o território comum,
a história comum, os traços culturais comuns e outros mais. (...)
Todas as definições objetivas falharam pela óbvia razão de que
(...) sempre é possível descobrir exceções. (...) os critérios usados
para esse objetivo são em si mesmos ambíguos, mutáveis,
opacos (...)”.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo desde 1780. Paz e Terra. São Paulo.
1998.)
Pode-se concluir acerca dos estudos de Hobsbawm sobre o tema,
pegando o caso da formação do Estado Nacional italiano, que: