Conforme destacado no Manual de Redação da
Presidência da República, “Em uma frase, pode-se
dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder
Público redige atos normativos e comunicações.”.
Dentre as alternativas adiante, assinale aquela que
está em DESACORDO com as normas e orientações
vigentes para a redação de textos oficiais.
A Não se concebe que um ato normativo de
qualquer natureza seja redigido de forma obscura,
que dificulte ou impossibilite sua compreensão.
A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do
próprio Estado de Direito: é inaceitável que um
texto legal não seja entendido pelos cidadãos.
A publicidade implica, pois, necessariamente,
clareza e concisão.
B Na revisão de um expediente, deve-se avaliar,
ainda, se ele será de fácil compreensão por
seu destinatário. O que nos parece óbvio pode
ser desconhecido por terceiros. O domínio
que adquirimos sobre certos assuntos em
decorrência de nossa experiência profissional
muitas vezes faz com que os tomemos como
de conhecimento geral, o que nem sempre
é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça,
precise os termos técnicos, o significado das
siglas e abreviações e os conceitos específicos
que não possam ser dispensados.
C A necessidade de empregar determinado nível
de linguagem nos atos e expedientes oficiais
decorre, de um lado, do próprio caráter público
desses atos e comunicações; de outro, de sua
finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos
como atos de caráter normativo, ou estabelecem
regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam
o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é
alcançado se em sua elaboração for empregada
a linguagem adequada. O mesmo se dá com os
expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a
de informar com clareza e objetividade.
D A concisão é antes uma qualidade do que uma
característica do texto oficial. Conciso é o texto que
consegue transmitir um máximo de informações
com um mínimo de palavras. Para que se redija
com essa qualidade, é fundamental que se tenha,
além de conhecimento do assunto sobre o qual se
escreve, o necessário tempo para revisar o texto
depois de pronto. É nessa releitura que muitas
vezes se percebem eventuais redundâncias ou
repetições desnecessárias de ideias.
E Ainda que a redação oficial deva ser isenta da
interferência da individualidade que a elabora;
em certos casos específicos, é cabível o uso
de impressões pessoais, como as que, por
exemplo, constam de uma carta a um amigo,
ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo
de um texto literário.