A redefinição do lugar da cultura na sociedade e no governo
exige muito trabalho de sensibilização da sociedade, de seus
agentes e comunidades; do ambiente político e dos governantes. Existem múltiplas alternativas para reverter o espaço secundário destinado à cultura. Uma delas diz respeito
à superação da visão da cultura apenas como belas artes e
patrimônio. Hoje, em uma concepção mais atualizada, ela
necessita ser compreendida de modo mais amplo, envolvendo artes, patrimônio material e imaterial, culturas e saberes populares, culturas digitais, pensamento, concepções
de mundo, comportamentos, modos de vida, valores etc.
(RUBIM, Antonio Albino Canelas. 2019.)
A redefinição desse lugar da cultura amplia o universo da
gestão cultural tornando-a mais complexa, mais presente
na sociedade e no governo. As possibilidades de interface
cultura e desenvolvimento se alargam. Nesse contexto, o
papel do gestor cultural: