Para responder à questão, leia o texto em que
Alfredo Bosi comenta a prosa de Guimarães Rosa e ilustra
com trecho do próprio escritor:
Sujeito e objeto opõem-se na aparência, mas no fundo
partilham de algo infinitamente mutável: o devir:
“É e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é…
Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom
marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos!
Sei desses. Só que tem os depois – e Deus, junto. Vi muitas
nuvens.
Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram
terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam e
desafinam.”
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)