A política de assistência social brasileira, desde o seu
surgimento e ao longo do século XX, sempre apresentou
um caráter imediatista e sem recursos financeiros
suficientes. Sua história é marcada por ações
fragmentadas, que possuíam alvos específicos e caráter
meramente assistencialista. Eram práticas eventuais,
pontuais, emergenciais e sem continuidade, marcadas
pelo caráter de favor. É apenas com a Constituição de
1988, que a Saúde, a Educação e a Assistência Social,
adquirem mais claramente caráter de direito; nos dois
primeiros citados, universal. A Assistência Social passa
a integrar a Seguridade Social como política pública,
junto à Saúde e à Previdência Social, compondo o
sistema de proteção social brasileiro e tornando-se
política social não contributiva, um direito a quem dela
necessitar (TEIXEIRA, 2009). Como deve ser o perfil do
assistente social para atuar nas diferentes políticas
sociais?