No percurso histórico, o Orientador Educacional (OE) modificou em diversos momentos as suas práticas. Com o início, passou para uma visão psicológica e, após, para um fazer pedagógico, de acordo com as legislações e os movimentos da realidade educacional. Essa concepção é considerada por Grinspun
(2011) que afirma que o conceito apresenta três dimensões: a
determinada pela legislação; a resultante da prática a partir
das escutas das comunidades; e, aquela construída pelos OE.
Considerando o aspecto histórico no Brasil, o OE teve início
A no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1924. E, ainda,
alguns estudiosos acreditam que as primeiras tentativas foram através do diretor do Departamento de Educação do Estado de São Paulo, Lourenço Filho, que criou o Serviço de Orientação Profissional e Educacional, em 1931, com o objetivo
de orientar os indivíduos em suas escolhas profissionais.
B após a Ditadura Militar, no ano de 1964, o curso de pedagogia sofreu algumas reformulações para questões vigentes da
época, em que foram criadas novas habilitações para os técnicos relacionadas à educação. Abriram-se as habilitações
dentro da pedagogia, com as disciplinas para áreas determinadas como: a orientação educacional. Essas divisões dos
técnicos do trabalho escolar contribuíram para que a orientação educacional se tornasse uma profissão. Através da Lei
nº 5.540/1968, de acordo com o Parecer nº 252/69, foram
determinadas as licenciaturas em habilitações e a formação
dos especialistas em educação.
C através da criação da Leis Orgânicas de 1942, com as seguintes funções: corrigir e direcionar para atendimento os educandos com problemas; verificar como os alunos estavam
sendo atendidos pela escola, conforme as normas pedagógicas; auxiliar e esclarecer aos educandos possíveis dúvidas e
orientá-los em seus estudos, para que de uma forma solidária buscassem a sua profissionalização.
D durante o período conhecido como “disciplinador” (1971 a
1980), a Orientação Educacional está sujeita à obrigatoriedade
da Lei de Diretrizes e Bases 5.692/1971 que determina, inclusive, o aconselhamento vocacional e no Período “questionador” (década de 1980), como o próprio nome já indica, é nesse
período que mais se questiona a orientação educacional,
tanto em termos da formação de seus profissionais quanto
através da prática realizada.
E após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação,
Lei nº 4.024/ 1961, em que os profissionais em OE, após conclusão do ensino normal, passaram a trabalhar com o primário. E nas faculdades de filosofia formavam profissionais para
o atendimento de alunos do ensino médio. O OE vinha com
o intuido de contribuir para uma formação integrada na personalidade, e seu ajuste na sociedade. As principais áreas de
abrangência eram a orientação escolar, psicológica, profissional, da saúde, recreativa e no contexto familiar.