Com relação à transição epidemiológica, analise as afirmativas a
seguir.
I. A substituição linear do padrão das doenças infecciosas e
parasitárias pelas crônico-degenerativas, um dos
fundamentos da teoria da transição epidemiológica, nem
sempre foi verificada em vários países. As previsões oficiais
de que a medicina controlaria definitivamente as doenças
infecciosas e parasitárias revelaram-se, com o passar do
tempo, equivocadas. Doenças tais como a malária, as
leishmanioses, a tuberculose e as hepatites virais ainda
causam muitas mortes em muitas partes do mundo. Por
outro lado, novas doenças, como a aids e a covid-19,
continuam a surgir de forma sem precedentes, enquanto
outras reaparecem em regiões onde elas estavam em declínio
ou não mais ocorriam.
II. Diversas críticas têm sido dirigidas à teoria da transição
epidemiológica, tal como formulada originalmente.
Considera-se que a generalização para diversas realidades de
seus enunciados, formulados a partir dos países centrais,
especialmente os europeus, obscurece diferenças entre os
diversos países e entre subgrupos populacionais dentro de
cada país. Nesse sentido, a teoria da transição
epidemiológica, dado o caráter determinista e historicamente
limitado, seria insuficiente e parcial, do ponto de vista
explicativo, ante a complexa tarefa de predição de um
provável desenvolvimento de padrões epidemiológicos,
tomando somente como referência estudos sobre os países
desenvolvidos nos últimos dois séculos.
III. A transformação dos perfis epidemiológicos no Brasil
apresenta um caráter diferenciado que não se adequa
necessariamente ao modelo de substituição das doenças
infecciosas e parasitárias por doenças crônico-degenerativas,
acidentes e violências. Observa-se no país não existir uma
transição propriamente dita dos contextos epidemiológicos
ao longo do tempo, mas sim uma superposição deles, o que
traz como desafios para a saúde pública tanto doenças
infecciosas e parasitárias quanto as crônico-degenerativas e
outros agravos não-infecciosos.
Está correto o que se afirma em