Não sendo uma entidade material e nem um mecanismo
que possa ser racionalmente controlável, o capital constitui uma poderosíssima estrutura de organização e controle do metabolismo societal, à qual todos, inclusive os
seres humanos, devem se adaptar. Nas formas societais
anteriores ao capital, no que concerne à relação entre
produção material e seu controle, as formas de metabolismo social se caracterizavam por um alto grau de
autossuficiência.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a
afirmação e a negação do trabalho, 2009)
Segundo Ricardo Antunes, o desenvolvimento do sistema global do capital constituiu um modelo