A “sociedade de consumidores” é um tipo de sociedade
que “interpela” seus membros (ou seja, dirige-se a eles,
os saúda, apela a eles, questiona-os, mas também os
interrompe e “irrompe sobre” eles) basicamente na condição de consumidores. Ao fazê-lo, a “sociedade” (ou
quaisquer agências humanas dotadas de instrumentos
de coerção e meios de persuasão ocultos por trás desse conceito ou imagem) espera ser ouvida, entendida e
obedecida. Ela avalia – recompensa e penaliza – seus
membros segundo a prontidão e adequação da resposta
deles à interpelação.
(Zygmunt Bauman, Vida para consumo:
a transformação das pessoas em mercadoria, 2022. Adaptado)
Para Bauman, a interpelação consumista tem como
principal consequência