As armas psicológicas que os golpistas usam em
vítimas despercebidas
Não passa um dia sem que haja uma notícia sobre uma
vítima sendo enganada e perdendo dinheiro. Somos
constantemente alertados sobre novos golpes e sobre
como nos mantermos seguros contra os criminosos
cibernéticos.
Então, por que as pessoas ainda são enganadas e, às
vezes, de forma dramática?
Os golpistas usam técnicas psicológicas sofisticadas.
Eles exploram nossas vulnerabilidades humanas mais
profundas e ignoram o pensamento racional para
explorar nossas respostas emocionais.
Essa guerra psicológica coage as vítimas a tomar
decisões impulsivas. Às vezes, os golpistas espalham
seus métodos entre muitas vítimas em potencial para ver
quem é vulnerável. Outras vezes, os criminosos se
concentram em uma pessoa específica.
Em ligações aleatórias, eles começam com pequenas
solicitações para estabelecer um sentimento de
compromisso. Depois de concordar com esses pequenos
pedidos, é mais provável que atendamos a demandas
maiores, motivados por um desejo de agir de forma
consistente.
A chamada não virá de um número da sua agenda ou de
um número que você reconheça, mas o golpista finge ser
alguém que você contratou para trabalhar em sua casa,
ou talvez um de seus filhos usando o telefone de um
amigo para ligar para você.
Se for um golpista, talvez mantê-lo ao telefone por muito
tempo dê a ele a oportunidade de descobrir coisas sobre
você ou sobre as pessoas que você conhece.
Os criminosos fabricam cenários que exigem ação
imediata, como alegar que uma conta bancária está em
risco ou que uma oferta está prestes a expirar.
Essa tática visa impedir que as vítimas avaliem a
situação de forma lógica ou busquem aconselhamento,
pressionando-as a tomar decisões precipitadas.
Ele cria uma situação artificial na qual você se sente
amedrontado e levado a fazer algo que normalmente não
faria.
Chamadas de golpes alegando ser da Receita Federal
são um exemplo. Aparentemente, você tem uma dívida a
pagar e as coisas ficarão ruins se você não pagar agora
mesmo.
Eles se aproveitam das emoções para provocar reações
que ofuscam o julgamento, podendo ameaçar com
problemas na Justiça para colocar medo, prometer altos
retornos de investimento para explorar a ganância ou
compartilhar histórias angustiantes, mas falsas, para
obter simpatia e bens financeiros.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/
cn4nv22p6rlo.adaptado.