A Fonoaudiologia tem se mostrado cada vez mais uma
profissão necessária para ampliação do escopo da Atenção
Básica (AB) e da integralidade do cuidado. Os profissionais que
outrora se limitavam à atuação reabilitadora, reclusos
nos consultórios ambulatoriais e nos hospitais,
hoje se veem ocupando territórios adscritos às Equipes de Saúde da Família
ou de Equipes de Atenção Básica, desenvolvendo ações não
apenas clínico-assistenciais, mas também de promoção à saúde,
de prevenção, vigilância e redução de danos.
Foi por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família
(NASF), denominado, desde 2017, pela Política Nacional de Atenção Básica de Núcleo Ampliado de Saúde
da Família e Atenção Básica (NASF-AB) que a atuação da Fonoaudiologia na
Atenção Básica ganhou legitimidade ao se configurar como
uma das profissões que poderiam compor essas equipes. O trabalho
seria de apoio matricial às equipes de referência da
Estratégia Saúde da Família (ESF), se configurando como retaguarda
especializada, em duas dimensões: técnico-pedagógica e clínico-assistencial.
Em termos de desenho sanitário, o sistema de saúde do
Chile, Espanha e Itália se assemelha ao do Brasil, dividindo-se entre níveis de atenção primária, secundária e terciária. Nestes
países, busca-se, também, um modelo integral
com foco na atenção familiar e comunitária, sendo a atenção primária e
comunitária principal componente de articulação com outros serviços da rede. Sendo assim, observa-se também no
cenário internacional a relevância da atenção básica como porta de
entrada no sistema e distribuição dos fluxos de atendimento para
os demais níveis de atenção.
FERNANDES, A. C. et al. Saud Pesq. 2024;17(2): e-12222 - e-ISSN 2176-9206.
A partir da leitura do texto, depreende-se que