Mauro, de 35 anos de idade, tabagista, destro, buscou
auxílio no pronto-socorro, relatando que, apesar de ser
claudicante para pequenas distâncias, nunca havia procurado
auxílio médico. Disse que havia sido demitido do seu terceiro
emprego em um ano, o que o fez aumentar a sua carga tabágica.
Porém, após ser acometido por intensas dores nos dedos da mão
direita, decidiu procurar atendimento médico. Além disso, estava
com uma lesão trófica em hálux esquerdo, havia 6 meses, que ele
achava ser uma “unha encravada” e que piorou com a extensão
da necrose para a base do dedo. Ele não possuía pulsos radiais e
ulnares nem pulsos pedioso e tibial posterior bilateralmente. O
cirurgião vascular que o acompanhou optou por interná-lo para
avaliar o diagnóstico e o melhor tratamento.