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Atribuir características humanas a seres inanimados é um recurso se...

Esta questão foi aplicada no ano de 2022 pela banca ACCESS no concurso para Câmara de Arantina - MG. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Recursos Estilísticos, Categorias Textuais, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

📅 2022🏢 ACCESS🎯 Câmara de Arantina - MG📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Recursos Estilísticos#Categorias Textuais#Análise Textual

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457941201512944
Ano: 2022Banca: ACCESSOrganização: Câmara de Arantina - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Recursos Estilísticos | Categorias Textuais | Análise Textual
Lei o texto a seguir

DO TEMPO

    Faz alguns anos tive, num sonho, um vislumbre de uma escultura interminável de corpos humanos entrelaçados emergindo muito abaixo de mim e perdendo-se no infinito acima de minha cabeça.
    Talvez seja um dos significados da existência nossa: encadeamento e continuação. Como um novelo desenrolando-se incessantemente, todos nascendo uns dos outros, uns por cima dos outros, cada um estendendo as mãos para o alto um milímetro mais e mais e mais: somos novelo e fio ao mesmo tempo.
    Meu gesto repete o de uma de minhas antepassadas; meu riso será o de algum descendente meu, que jamais conhecerei, o fio primeiro de minhas ideias nasce de outro pensamento milênios atrás, e continuará se desenrolando depois que eu tiver deixado de existir há séculos. Em meus filhos e netos, vejo com surpresa a repetição de um jeito de falar, de pensar, de virar o rosto, a figura toda, a mão, de quem me antecedeu. É a noção de um tempo que não flui como o imaginamos, esse tempo medido e calculado.
    Ele é pulsação, surpresa.
     Às vezes suspiramos pelo conforto que, vista de longe, parecia ser a vida quando tudo era mais limitado e certo: menos opções, menos possibilidade de erro. Temos de aprender a conviver com essas novas engrenagens de tanta surpresa e perplexidade, mas tanta maravilha. Temos de estar mais alertas do que décadas atrás, quando a vida era – ou hoje nos parece – tão mais simples: precisamos estar mais preparados, para que ela não nos dilacere.
    Temos de ser múltiplos, e incansáveis.
    Que cansaço.
    Pois a vida não anda pra trás: o preço da liberdade são as escolhas com seu cortejo de esperança, entusiasmo, hesitação e angústia – para que se criem novos contextos e se realizem novas adaptações, que podem não ser estáveis.
     As inovações, a corrida do tempo e as possibilidades aparentemente infinitas já nos puxam pela manga e nos convidam para outra ciranda de mil receitas: vamos ser inventivos, vamos ser produtivos e competentes, felizes a qualquer preço na companhia de todos os deuses e demônios nessa sarabanda.
    Fora dela, nos dizem, restam o tédio, a paralisia ou o desespero. Será mesmo assim?
    Ou ainda existem, e podemos descobrir, lugares ou momentos de tranquilidade onde se realiza a verdadeira criatividade, onde podemos expandir a mente, onde podemos amar as pessoas, onde podemos contemplar a natureza, a arte, e os rostos amados, e construir alguma paz interior? Creio que sim.
    Para que as emoções e inquietações positivas da alma não entrem em coma antes que termine de definhar o corpo.

(Lya Luft - as coisas humanas – 1ª edição – Editora Record – Rio de Janeiro. São Paulo – 2019)
Atribuir características humanas a seres inanimados é um recurso semântico muito empregado, geralmente, em crônicas literárias.
Das opções a seguir, a única que apresenta um exemplo desse recurso é: 
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