O advento da Renascença propriamente dita – trazendo
consigo novas ciências, como a arqueologia, a epigrafia
e a crítica textual, para iluminar o passado clássico – de
repente estendeu a lembrança e a emulação da Antiguidade até uma escala enorme e explosiva. Arquitetura,
pintura, escultura, poesia, filosofia, teoria política e militar, todas se esforçaram em recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista, 1998)
A afirmação “recuperar a liberdade e beleza das obras
antes destinadas ao esquecimento” implicava, para os
contemporâneos do Renascimento,