A vaidade é uma qualidade muito generalizada e talvez ninguém esteja completamente livre dela. Nos círculos acadêmicos e eruditos, a vaidade é uma espécie de moléstia ocupacional, mas com o intelectual ela
é relativamente inócua, pois, em geral, não perturba o
empreendimento científico. O caso é totalmente diferente com o político. Ele trabalha com o desejo de poder
como um meio inevitável. Portanto, o “instinto do poder”
pertence às suas qualidades normais. O pecado contra
esse espírito altaneiro de sua vocação, porém, começa
quando esse desejo de poder deixar de ser objetivo para
tornar-se uma auto embriaguez puramente pessoal, ao
invés de colocar-se com exclusividade a serviço de uma
causa. (Weber, 1982. Adaptado)
A vaidade, segundo Max Weber, favorece “pecados mortais” da política, que são