Jessé Souza, sociólogo potiguar, em sua obra
“A elite do atraso” (2017), faz uma contundente
crítica ao desenvolvimento do pensamento
sociológico brasileiro, evidenciando
características personalistas, patrimonialistas e
populistas propostas pelos cientistas sociais
que descreveram, desde o início do século XX,
mas principalmente a partir de 1934 com a
fundação da Universidade de São Paulo, a
constituição sociológica do Brasil. Analise as
afirmativas abaixo.
I. Jessé afirma que a principal instituição
brasileira, constituinte de todas as outras, da
família ao estado, da justiça à religião, foi a
escravidão, e em certa medida, continua sendo
na sua forma moderna da manutenção das
relações de trabalho. Constata que a ideia
comumente defendida pela elite intelectual de
que o Brasil colonial reproduzia a cultura e o
modo de vida do português é contrariada pelo
fato de que a escravidão em Portugal
praticamente inexistia; que foi uma alternativa
encontrada porque respondia aos interesses do
mercado internacional de escravos, a
necessidade de colonização, de fornecimento
de mão-de-obra e de exploração colonial.
II. Para Jessé, a ideia de que a corrupção é uma
característica endêmica do brasileiro se
contradiz na evidência de sua existência
mundial, em todas as culturas e sociedades. O
que nos diferencia é a forma pela qual a nossa
elite econômica se apodera do estado e, em seu
benefício, estabelece políticas econômicas e
sociais que simultaneamente propiciam a
utilização dos recursos públicos em seu favor e
afasta a possibilidade da tomada do poder pela
maioria empobrecida da população.
Em relação à obra apresentada, assinale a
alternativa correta.