Uma estudante de graduação produziu um artigo como resultado final da disciplina de
Antropologia. No trabalho, ela descreve um ritual de iniciação, transcrito abaixo.
“Ao entrar na casa, fui instruída a permanecer com a roupa do corpo até que a limpeza
iniciasse. Na cozinha, os filhos de santo preparavam as comidas e oferenda para o
ritual. Dormimos das 5 às 7 horas da manhã, quando saímos em direção à praia para a
primeira etapa de limpeza. Logo que chegamos o pai de santo falou que aquele
momento representava uma segunda chance para começar de novo, deixar as coisas
ruins para trás e desejar coisas boas. Cavou-se um buraco na areia atrás de mim e
enquanto eu segurava um pedaço de tecido branco e outro vermelho, o pai passava
punhados de grãos e pedia para que Yemanjá me abençoasse.”
(GORSKI, Caroline. Ritual de iniciação no candomblé de Ketú: uma experiência antropológica. Revista
Todavia, Ano 3, nº 4, jul. 2012, p.56.
Disponível em: https ://www.ufrgs .br/rev is tatodav ia/Ed.%204%20-%20Artigo%204.pdf. Acesso em: 20
nov. 2024. [Adaptado]
No contexto do ritual descrito, são símbolos religiosos