Para alguns inconfidentes, a movimentação sediciosa teria por objetivo a defesa da coroa e de sua legitimidade
contra os desmandos eventuais de alguns de seus representantes. Gonzaga e Cláudio não parecem, embora partícipes e conhecedores do motim, compartilhar da tese
republicana, o que se depreende de várias de suas intervenções. Tiradentes, por seu turno, contraditoriamente
às suas concepções anticoloniais, alude a um ambíguo
e provocativo propósito “restaurador” da sedição. Dizia
ele, colérico e “cheio de paixão”: “Não diga levantar, é
restaurar”.
(João Pinto Furtado. Imaginando a nação:
o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da
crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de
Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação –
discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)
O excerto evidencia que entre os inconfidentes