Um primeiro traço ‘central’ põe em relevo o caráter sagrado da instituição monárquica.
As cerimônias de sagração (...) e o toque régio das escrófulas, com seu efeito curativo ou miraculoso,
são-lhe a expressão conhecida (...) A essência sagrada da monarquia se inscreve, por outro lado, no
interior de um sistema de entidades simbólicas e de funções. A Renascença as aclara: elas incluem as
noções de dignidade real e de justiça, esta fundamental em relação à instituição soberana em seu
conjunto. Essa justiça e essa dignidade são imortais ou, pelo menos, sobrevivem à pessoa efêmera dos
reis sucessivos. (LADURIE, 1994, p. 9 e 10)
Com base no trecho acima e em seus conhecimentos, pode-se dizer que: